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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Revolução grisalha: adeus tinturas, cabelos brancos estão na moda

Revolução grisalha: adeus tinturas, cabelos brancos estão na moda
(Fevereiro) A diretora da 'Vogue' britânica Sarah Harris - GETTY IMAGES/AFP

AFP

 

Os cabelos brancos estão na moda e cada vez mais mulheres optam por deixar de pintar as madeixas para assumir uma cabeleira prateada, livrando-se da escravidão das convenções estéticas baseadas no culto à eterna juventude.
Escritora e jornalista especializada em moda, Sophie Fontanel decidiu há dois anos dar adeus à tintura e deixar seu cabelo ficar naturalmente branco.

Uma experiência que compartilhou durante todas as etapas com 119.000 seguidores no Instagram e que relata no livro “Une apparition”, que será lançado em Paris na próxima semana.

A tendência de assumir o cabelo branco chegou à Europa vinda dos Estados Unidos e se popularizou há alguns anos: mulheres de 30, 40, ou mais anos, expressaram em sites como “Revolution Gray” (Revolução Grisalha) o fato de estarem fartas de se submeter a pinturas regulares e sofrer com os produtos químicos.

Para Sophie Fontanel, que frequenta a Semana da Moda, trata-se, antes de mais nada, de uma questão estética. Ela reivindica o lado militante de sua opção e, por isso, resolveu converter a própria experiência em algo interativo, ao postar regularmente fotos dos vários estágios de crescimento de seus cabelos brancos.

– Fim dos preconceitos –

“Ao constatar minhas próprias reticências em deixar o cabelo branco, me questionei sobre o que isso queria dizer. E disse a mim mesma que seria interessante compartilhar essa reflexão com outras pessoas, para ver a reação delas”, explica.

“Sabia que geraria interesse, mas não a tal ponto! Recebo uma grande quantidade de mensagens em privado que me dizem: ‘olha, também fiz isso’. E me dou conta de que inspirei muitas outras mulheres”, comemora.

“Precisei de certa audácia”, confessa.

“Acho que as mulheres, por causa dos convencionalismos, evitam testar formas diferentes de beleza”, reflete Sophie.

A jornalista, que trabalhou por 15 anos para a revista Elle e hoje tem uma coluna sobre moda na revista L’Obs, quis acabar com todos os preconceitos sobre o cabelo branco: que são muito grossos, que é preciso manter sempre curtos, que os homens não gostam…

Na moda, alguns nomes abriram caminho. A americana Kristen McMenamy, modelo dos anos 1990 conhecida por seu estilo andrógino, resolveu assumir os cabelos grisalhos aos 40 anos. Também frequentadora assídua de Semanas da Moda, a jornalista da edição britânica da Vogue Sarah Harris igualmente exibe uma longa cabeleira prateada.

– Uma opção a mais –

O grisalho também conquistou estrelas como Lady Gaga e Rihanna, que pintaram seus cabelos com esse tom.

Os cabeleireiros aproveitam a tendência e propõem soluções para acompanhar o período de transição e atenuar o efeito bicolor, explica o diretor artístico da cadeia de salões Maniatis, André Delahaigue.

As vendas de produtos para evitar que o cabelo branco fique amarelado estão aumentando: +28,48% para Franck Provost desde 2016 e +17,85% para Jean Louis David.

“Para as mulheres, os cabelos brancos sempre foram malvistos do ponto de vista estético, já que eram exclusivamente associados à decadência física”, comenta o sociólogo Frédéric Godart.

“Junto com o prolongamento da expectativa de vida e com a afirmação progressiva das mulheres em todas as profissões e nos meios de comunicação, as coisas mudaram: um sinal de envelhecimento se converte em uma opção estética como outra qualquer”, completa Godart.

Mesmo assim, os cabelos brancos das mulheres ainda não são valorizados como no caso dos homens, “percebidos de maneira positiva, por exemplo, como um sinal de sabedoria”, ressalta o sociólogo.

E a pressão social continua sendo muito forte: a escritora Tatiana de Rosnay contou à Paris Match, em 2016, que foi vítima de deboches quando deixou de pintar o cabelo.

“Não tenho medo de envelhecer e mostrar isso”, declarou a cantora Lio, por sua vez, à revista L’Obs

Fonte: Revista IstoÉ

quinta-feira, 23 de março de 2017

Cabelos Grisalhos - Cuidados + Produtos + Finalização


A Kika resolveu assumir os seus grisalhos e vem partilhando conosco esta experiência.


Assim, postou na sua página no YouTube - Pagina da Kika - um vídeo sobre os produtos que tem usado nessa nova fase, bem como, suas considerações sobre ela.


Fonte: Página da Kika (YouTube)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Afinal, Cabelo Branco envelhece?

Silvestorm: Modelo, mais de 50 anos, cabelos grisalhos e linda!
 
Será que o cabelo branco envelhece mesmo? 
Que tal repensar os seus conceitos? 
 
As mulheres no Brasil morrem de medo de admitir (e mostrar) que tem cabelos brancos.
Agora que resolvi assumir os meus fios, fico cada vez mais impressionada com a pressão que nós mesmas, nos impomos, de forma desnecessária.
Argumentos como:
 
"Você vai parecer mais velha com o cabelo branco!"
Será?
 
Annika Von Holdt


"Cabelo branco é coisa de velha!"
 
É mesmo?
 


"Não tem como ser bonita com cabelo branco!"
 
Não mesmo?
 


"Você é muito nova para ter cabelo branco!"
Sou?
 
Sara Harris - editora de moda da Vogue, menos de 40 anos

Bem, pelas fotos que coloquei aqui vemos que:
a) Não é o cabelo branco que vai deixar você mais velha 
Pode ser sua roupa, sua postura, seu corte (ou falta dele), etc...
Você pode pintar o cabelo e colocar uma cor que vai te deixar mais velha, mesmo sem ser a branca.
Quando a cor natural do seu cabelo pode sim, ser linda e não te envelhecer.
b) Cabelo branco não é coisa de velha
Tem meninas que começam a ter cabelo branco com 15, 20, 30 anos.
Tem muitas mulheres que aos 30/40 anos tem mais cabelos brancos que muitas senhoras com 50.
O cabelo branco é a falta da cor, do pigmento; e não é coisa (somente) de velha.
c) Você pode ser linda com os seus cabelos brancos/grisalhos
A sua beleza não reside (somente) no seu cabelo e não é a cor do cabelo que define se alguém é bonito ou não.
A pessoa pode pintar o cabelo a cada 15 dias, nunca mostrar os fios brancos, e não ser bonita - porque não cuida de outras coisas (corpo, roupa, corte cabelo e, principalmente, do interior).
d) Não sou muita nova, porque cabelo branco não tem idade
Fui essa semana no salão e ouvi isso.
Aí respondi: 
"Também me acho nova. Mas se eles apareceram... O que fazer?"
rs
Pintar? Só porque todas pintam? Não!
Há opção!
Se assumir!
Se gostar como você é!

Como já falei acima, o cabelo branco não tem relação (somente) com a idade, já que muitas meninas novinhas (15-20 anos) já tem cabelos brancos. O surgimento dos brancos tem relação com a ausência/diminuição de melanina (que ocorre com a idade), mas, também, com a hereditariedade, deficiência hormonal, etc.
O importante, penso eu, é acabar com esse "estigma" de que:
Branco envelhece.
Cabelo branco é feio.
Mulher de cabelo branco é desleixada  
(experimenta pintar o cabelo sempre e não cuidar do corpo).
Não tenho nada contra que pinta, mas, contra a OBRIGAÇÃO de se pintar o cabelo; de não poder se assumir, sem que os outros te digam (sem você perguntar) que isso é coisa de velho, que você é nova para isso, que vai te envelhecer... porque esses argumentos não são consistentes e não se sustentam.
Sinceramente:
Será que é mais feio uma mulher nos seus 40/50 anos de cabelo grisalho OU uma mulher nos seus 60/70/80 com cabelos vermelhos, cor de graúna.. rsrs.
Quem é mais artificial?
Quem está se enganando?
Quem vai parecer mais jovem e quem vai parecer mais velha?
Fonte: 
Sobre o surgimento dos brancos: Dra. Ana Flávia (dentre outros)
Fotos: Internet (Google)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

#naopisenaminhafemelissa

 

naopisenaminhafemelissa

 

O mal desse país é a falta de empatia. Empatia é o “colocar-se no lugar do outro”. Sim, porque só mesmo quem não consegue compreender o que sentem os católicos ao verem seus símbolos e imagens sagradas serem utilizadas de modo profano, para servir de cenário para uma modelo em poses sensuais vender sandália, pode achar bonita e normal essa campanha, que se chama “plastic dreams” e tem Alessandra Ambrosio como estrela.

Se você entrou aqui, viu isso e achou que não tem nada de mais, que estamos fazendo tempestade em copo d´água, veja bem: você tem esse direito, à sua opinião. Tem direito de achar ridículo – há quem ache que ridículo é usar sandália de plástico! – mas nem você nem a agência publicitária e nem a Melissa têm o direito a vilipendiar a minha fé, os objetos de culto e de veneração católica.

A campanha é composta de várias peças, não somente esta acima, mas não postarei os links para não dar o que eles querem de mão beijada: “ibope”.

Melissa era uma marca querida para mim, com lembranças da minha infância, mas depois dessa, não comprarei mais qualquer produto da marca, e incentivarei minhas amigas e meus contatos virtuais a também abrirem mão da marca, pois ela não respeita suas clientes católicas.

Denunciei ao CONAR e também nas mídias sociais com o mote (hashtag) abaixo:

#naopisenaminhafemelissa

Mulher Católica, você também é chamada a se manifestar ! Não deixe ninguém pisar na sua fé!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Morte da Formosura


Este post é uma espécie de lamento, por um aspecto da nossa cultura que está a morrer, e que poderá nunca mais ressurgir. É a formosura. A formosura está a morrer. Há muitas definições de formosura. Por mim, defino-a, aqui e agora, como uma combinação equilibrada, e mutuamente enriquecedora, de beleza e inocência. Noutros tempos, as mulheres gostavam de projetar uma imagem de inocência. Não pretendo com isto idealizar o passado, nem, sendo a concupiscência o que é, tenho quaisquer ilusões acerca das virtudes dos nossos avós. Mas, noutros tempos, as coisas eram diferentes. Em primeiro lugar, quase todas as mulheres bonitas gostavam de projetar em público – independentemente dos seus estados de alma – uma imagem de inocência e de virtude. E é essa combinação de beleza e inocência que define a formosura. De uma maneira geral, e por natureza, esta combinação traz à superfície as melhores qualidades dos homens, mais ainda, o melhor que há neles. Esta combinação de beleza e inocência, a formosura, suscita nos homens o desejo de a defender e a proteger. As jovens de hoje não parecem aspirar à formosura, preferindo ser picantes. Ora, ser picante é uma coisa completamente diferente. E, quando as mulheres preferem ser picantes a ser formosas, é porque se veem com determinados olhos; consequentemente, os homens também olham para elas doutra maneira. Como já observei, a formosura traz à superfície os mais nobres instintos masculinos, que são proteger e defender. A formosura é apreciada. Já o picante é um produto, cujo valor é temporário e destinado a ser usado. É um bem de consumo. Não há domínio em que este déficit de formosura seja tão manifesto como no das «estrelas», aquelas pessoas que elevamos ao nível do «ideal». As estrelas dos anos 50 cometiam indubitavelmente os mesmos pecados que as estrelas nossas contemporâneas; as estrelas dos anos 50 não eram ideais, mas visavam um ideal público diferente do dos nossos dias. Não é nada difícil perceber as vantagens do picante relativamente ao formoso – e nem era preciso terem feito um musical a explicá-las, mas até fizeram. Ninguém pode esquecer a formosura de Olivia Newton John no começo de Brilhantina. Olivia era bela e inocente. Mas o desejo de ser desejada fá-la repudiar o que nela tinha valor, na vã expectativa de captar as atenções de um rapaz. Pelo caminho, destrói a sua inocência e destrói a formosura. Fica apenas o picante. E o picante é um bem de consumo, que consome enquanto é consumido, mas que não aquece por dentro. Em geral, as raparigas já não querem ser formosas (quando percebem o que isso quer dizer). É uma ironia que 40 anos de emancipação feminina apenas tenham conseguido transformar as mulheres num bem de consumo, numa coisa que se usa e se deita fora. Naturalmente que os homens também desempenharam um papel neste processo, mas as mulheres deviam ser mais cautelosas, como aliás sempre foram. Antigamente, as raparigas distinguiam o tipo de mulheres com quem os homens saem do tipo de mulheres com quem se casam; hoje em dia, já não fazem essa distinção. Mas a verdade é que, na sua maioria, os homens preferem a formosura ao picante. Eu ainda andava no 6º ano, e já detestava a Olivia Newton John «picante», e tinha pena que ela tivesse tido de se degradar daquela maneira. E ainda tenho. O nosso problema é que a sociedade deixou de dar valor à inocência, real ou imaginada. Já ninguém aspira a ser inocente. As raparigas já não querem ser tidas por inocentes, por boas meninas; não querem ser formosas, querem ser picantes. Mas eu ainda tenho a esperança de que a formosura volte a estar na moda, embora me pareça que não será para breve: por cada Taylor Swift, há hoje uma centena de Megan Fox, Lindsay Lohan, Miley Cyrus, etc.

Meninas, por favor, recuperem a formosura!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Modéstia à Parte: Moral de Opinião Versão 2012

 

À medida em que os católicos vão descobrindo o poder da internet para a divulgação de informação, surgem mais e mais apostolados virtuais, em todas as áreas: espiritualidade, apologética, família, moral, modéstia…

Por mais positivo que isso seja, há também perigos embutidos nesse boom de apostolados virtuais.

Em julho de 2008, entreguei, em nome da Comunidade Católicos, do Orkut, uma carta ao Eminentíssimo Cardeal Eugênio Sales, que em um trecho, dizia (grifos acrescentados):

Milhares de católicos ávidos de formação e informação buscam na internet, todos os dias, respostas às suas dúvidas e questões de fé. Deriva daí, portanto, uma grande responsabilidade para aqueles que se propõem a oferecer tal conteúdo, não somente quanto à acessibilidade da informação, mas principal e essencialmente, quanto à ortodoxia doutrinária desta.

Mister se faz, dessa forma, que haja fontes limpas, a fim de que os fiéis, sedentos de conhecimento, possam ser saciados. A única forma aceitável e legítima de atuação de um apostolado virtual – seja site ou comunidade – é a obediência humilde e fiel à Tradição e ao Magistério Vivo da Igreja,sem pretender interpretar-lhes livremente as palavras, com base em convicções pessoais, mas antes preservando-lhes o sentido e a coerência.

A legitimidade primeira para ensinar – ainda mais em matéria de moral – é do clero, e mais e mais o Papa Bento XVI tem conclamado os sacerdotes a marcarem presença na web e na blogosfera. Quanto aos leigos, devem limitar-se a explicar o magistério a fim de que seja melhor compreendido, sem ampliar nem restringir o seu alcance.

Os apostolados leigos são multiplicadores, facilitadores, eles divulgam, traduzem, trocam em miúdos os ensinamentos do magistério, o seu papel não é interpretá-lo.

Não devem os leigos arvorarem-se em construções teológicas, redigindo “estudos”, recheando opiniões com citações fora de contexto, salpicadas aqui e acolá, vendendo suas opiniões e práticas como se moral católica fosse.

No entanto, o que se vê é o surgimento de um sem número de blogs, comunidades, perfis e grupos nas redes sociais, pregando a busca da perfeição pela adoção de padrões morais ultra-elevados – travestidos de magistério católico.

No discurso, bonito e eloquente, fala-se em modéstia, em ter Nossa Senhora como modelo. No entanto, pouco há de modéstia na adoção de uma postura puritana de negação radical  da cultura contemporânea, com um vestuário que mais parece do século XIX.

Devemos buscar a santidade de acordo com o nosso estado e com o contexto em que estamos inseridos. Isso não significa relativizar a moral católica. A moral é objetiva, absoluta, mas a sua aplicação depende das circunstâncias. A Igreja fala de moral, que é absoluta, não de moda, que é uma aplicação circunstancial, portanto ontologicamente subjetiva e relativa, da moral em um dado tempo e espaço. Devemos nos vestir e nos comportar de acordo com nossa posição na sociedade e nossa dignidade. Além disso, a primeira impressão é a que fica. Não poderemos evangelizar sendo “ETs”. Como poderemos cumprir nossa missão de batizados, que é transformar o mundo?

Mas, como ser sensível às mudanças dos tempos sem cair no relativismo? É São Josemaría Escrivá que nos dá a resposta:

“Para ti, que desejas adquirir uma mentalidade católica, universal, transcrevo algumas características:

- amplidão de horizontes e aprofundamento enérgico do que é perenemente vivo na ortodoxia católica;
- esforço recto e são (frivolidade, nunca!) por renovar as doutrinas típicas do pensamento tradicional, na filosofia e na interpretação da História;

- cuidadosa atenção às orientações da ciência e do pensamento contemporâneos;
- e uma atitude positiva e aberta para com a transformação actual das estruturas sociais e das formas de vida.”(Sulco, 428).

Quanto à questão do vestuário, ensina o Pe. Daniel Guindón, LC, professor de Teologia Moral do Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil:

O Papa João Paulo II  deu o impulso fundamental à TOB (Teologia do Corpo), com as suas catequeses sobre o amor humano. Estas catequeses formam parte do ensinamento magisterial da Igreja, porque as apresentou como Papa. O conteúdo delas é teológico, não é um juízo pessoal sobre o tema da sexualidade humana. Ele nos apresenta o que Deus nos revelou sobre a sexualidade, a visão de Deus sobre o corpo humano. Expõe os princípios da nossa fé e da doutrina cristã. Ele não pretende responder às questões da moda variável, porque ali entra uma questão de cultura.

A partir do ensinamento da Igreja – quer dizer do Papa e dos bispos em comunhão com ele – os cristãos podem fazer certas “interpretações” ou “aplicações” à sua vida concreta. A Igreja não determina qual há de ser o modo de vestir das pessoas. A TOB pretende iluminar sobre o significado do corpo humano, do tipo de vestido, da moda, etc. A Igreja não despreza o valor da beleza, porque é Deus o seu Autor, ao contrário, a estima como um grande bem. Mas a beleza não é o valor absoluto; vai à par com a verdade e a bondade. A TOB quer que as pessoas tomem consciência do significado das suas escolhas, e que as tomem com responsabilidade.

Karol Wojtyla, que viria a se tornar o Papa João Paulo II, hoje beato, publicou, em 1960, a obra “Amor e Responsabilidade”, onde se lê:

“Já que a roupa é considerada em relação ao problema do pudor e do impudor, talvez seria proveitoso considerar o seu papel funcional. Pois, assim como há certas situações objetivas, nas quais até a total nudez do corpo não é impudica, porque a função própria desta nudez não é provocar nenhuma reação a respeito da pessoa como objeto de uso, assim também com certeza há várias funções das várias maneiras de vestir-se ligadas `a parcial ou total nudez do corpo, por ex., no trabalho físico, durante o calor, no banho, perante o médico. Tratando-se de qualificar moralmente a maneira de vestir-se, é preciso partir da variedade de funções, `as quais a roupa deve servir. Não deve considerar-se impudica a pessoa que usa determinada roupa, mesmo que apareça a nudez parcial, se realiza uma função objetiva. No entanto, seria impudico o uso de tal roupa for a de sua própria função, e assim também deve ser percebido. Por exemplo: não é contrário ao pudor tomar banho de maiô, mas sê-lo-ia usá-lo na rua ou na avenida.”

Enquanto a Igreja forma e informa, a fim de que tomemos nossas próprias decisões, com liberdade e responsabilidade, leigos têm se dado ao direito de fazer o que a Igreja não faz, que é ditar normas – sim, um dress code : demonizam as calças compridas, o maiô de banho… e muitas mulheres, buscando uma alternativa à imoralidade do mundo moderno, pela qual sentem repulsa, acabam por aderir a esta proposta, como se fosse obrigatória a toda mulher católica.

Por fim, acabam por se formar guetos e tribos, em que as seguidoras do apostolado X ou Y falam sobre seu novo guarda-roupa “modesto” e trocam dicas sobre como transformar peças que já tinham para que fiquem “mais modestas”. Nestes grupos, acaba prevalecendo a opinião de algumas, que têm ascendência sobre as demais e de quem todas querem a aprovação. A liberdade e a responsabilidade são substituídas por normas rígidas (1), que não têm fundamento magisterial.

Santa Gianna Beretta Molla, por exemplo, usava calças compridas, como se descobre no livro Saint Gianna Beretta Molla, A Woman’s Life de Giuliana Pelucchi, que conta com diversas fotos. O que dizer disso? Terá sido menos santa? Será que a Igreja errou ao canonizá-la? Quem decide? Os apostolados leigos?

Coloquemo-nos no nosso lugar: submissos ao magistério. Modéstia sem simplicidade é falsa modéstia. Nem moral de ocasião, nem moral de opinião.

--

(1) Exemplo de “normas de modéstia” (não são prescritas pelo magistério). 

Os vestidos ou blusas Marianas hão de ter mangas compridas ou, pelos menos, até ao cotovelo, e as saias devem chegar abaixo dos joelhos.
Os vestidos Marianas devem cobrir completamente o busto, peito, ombros, e costas, excepção feita à abertura do decote, desde que, abaixo da base do pescoço, essa abertura não exceda os cinco centímetros, tanto à frente como nas costas, e outros cinco centímetros na direcção dos ombros.
A modéstia Mariana não pode admitir o uso de tecidos transparentes, rendas, e alguns tecidos de malha, organdi, nylon, etc. -, a menos que tenham outro material (opaco) por baixo. Mas o seu uso moderado como ornamentação é aceitável.
Os vestidos Marianos devem evitar o uso impróprio de tecidos cor de carne.
Os vestidos Marianos não acentuam excessivamente o corpo: disfarçam, em vez de revelarem, as formas da pessoa que os usa.
Um vestido Mariano deve ser uma cobertura de modéstia, ou seja, deve estar dentro das normas marianas do Pudor no vestuário (cf. Ponto 3) mesmo depois de se tirar o casa co, papa ou estola (no caso de vestidos de festa).

domingo, 10 de abril de 2011

Padre faz campanha contra uso de roupas escandalosas em Igreja!

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Por Mônica Bergamo (Folha de São Paulo)


O padre Michelino Roberto, da igreja Nossa Senhora do Brasil, na avenida Brasil, uma das mais requintadas de São Paulo, está em uma feroz campanha pelos bons modos de seus fiéis. Ele está incomodado com pessoas que vão de bermuda e chinelo às missas, falam ao celular e, nos casamentos, exibem busto e costas em decotes exuberantes.

“Estou, sim, numa campanha, tentando formar a consciência dos fiéis para se vestirem bem, de forma adequada a uma cerimônia sagrada. Já me senti constrangido de ver no altar pessoas usando decotes excessivamente ousados”, diz ele.

Nos casamentos, o negócio “pega pesado”, segundo o religioso. “Porque aí entra a ditadura da moda, a ditadura da malhação, em que a pessoa, para valer alguma coisa, tem que ter um corpo vistoso. A gente impôs algumas regras e temos pedido aos noivos que conversem com seus padrinhos e convidados para virem vestidos de forma que respeite a virtude do pudor”, diz o padre à repórter Thais Bilenky.

No Vaticano, lembra Michelino, seguranças impedem que pessoas vestidas com regatas ou bermudas entrem nos templos. “O brasileiro já é, culturalmente, mais desleixado. Ele vê a igreja como uma extensão da casa dele, cê tá entendendo? Ele tem um tal nível de familiaridade que acaba vindo de uma forma inadequada.”

Há alguns dias, Michelino estava organizando um evento no Jockey Club de SP e um de seus funcionários foi impedido de entrar no restaurante local porque estava de bermuda. “Caiu a ficha! Eu estava pegando leve na igreja”, lembra o padre.

Muitos fiéis têm ido às missas de sábado e de domingo de bermuda, chinelo de dedo e camiseta. “Você percebe que o cara depois vai para o clube numa boa”. A paróquia fica no Jardim Paulista, perto dos clubes Pinheiros, Paulistano e Harmonia. “Olha, o verão tá chegando. Cuidado com o modo como você vem vestido [à igreja]“, repete o pároco durante as celebrações.

O padre até convidou a consultora Élide Helzel para escrever no “Guia de Noivos 2011″ da paróquia. “Um colo menos descoberto, uma manguinha, um bolero não tiram de forma alguma a graça do modelo e a beleza da noiva e das madrinhas. Ao contrário, vão revesti-las de um certo ar de mistério que até aumenta seu encanto”, escreve Élide.

Agora, pede-se às mulheres que aderem a cortes mais ousados que se cubram com echarpes.

Para as desprevenidas, a igreja reserva um cabide com xales, de todas as cores e tons, para que não falte um que combine com seus vestidos. Gabriela Mendonça, 24, chegou ao casamento de Daniele Fiumari no sábado, 19 de março, usando um tomara que caia azul. Foi interceptada pela cerimonialista Carolina Soares, que a levou à sala de espera dos padrinhos e lhe apresentou ao cabide.

“É chato, né? Eu não sabia que precisava [de echarpe]“, reclama a madrinha. A prima da noiva, Natália Fiumari, 22, se certifica de que Gabriela achou uma echarpe e tranquiliza sua mãe. “Mas esse padre é um chato. Ele implica com tudo, com o decote, com os ombros, com as costas!”, desabafa Natália.

Carolina é filha de Bráz Geraldo Soares, 57, cerimonialista da Nossa Senhora do Brasil há 37 anos. Para ele, “a fase mais crítica, graças a Deus, já passou”. “Para você ver como estamos melhor, hoje [sábado], foram seis casamentos e só dois casos [de madrinhas que precisaram de echarpes].” Sua filha fica na entrada identificando os vestidos “críticos”. “Algumas [mulheres] estão completamente fora do padrão.”

Élide, a consultora de noivas, afirma que é possível ser “sensual” sem ser “vulgar”. “Não sou nenhuma puritana, mas se você está num ambiente religioso, não custa se cobrir um pouco mais.” Ela sugere modelos com alças e/ou caudas removíveis, para “a noiva se mostrar mais comportada na igreja do que na festa”.

As primeiras reclamações partiram de fiéis que relataram seu incômodo aos padres. Lucy Di Cunto, 70, acha um “absurdo”: “Vi uma moça com vestido de alça, as costas todas à mostra e o peito de fora. Outra estava de tomara que caia e legging. Não sei o que está acontecendo”. Ela frequenta as missas de domingo. “Viajo o mundo e não é assim. O padre está coberto de razão.”

Rosemeire Slavim e o marido, o nova-iorquino Eoin Slavim, 52, também concordam com o padre Michelino. “É como ele falou outro dia: parece que as pessoas estão indo à praia. Em NY, elas se arrumam para ir à missa”, compara Rosemeire.

A fiel Wanda Arroyo Lima, 84, lembra que “antigamente, o padre da minha cidade [Monte Azul Paulista] mandava quem estava vestido inadequadamente se retirar da igreja. Simplesmente não permitia. A igreja é a casa de Deus”.

A paróquia Nossa Senhora do Brasil é palco de casamentos famosos, como os do conde Chiquinho Scarpa e Carola Oliveira e o do piloto de F-1 Felipe Massa e Raffaela Bassi. As cerimônias no templo custam, em média, R$ 20 mil, mais R$ 2.500 para reserva da data, feita com antecedência de pelo menos dois anos.

“Quando cheguei aqui, há quase quatro anos, me incomodava muito essa imagem comercial que existia da igreja, dos casamentos glamourosos”, afirma o padre Michelino Roberto. “Falei: “Um ponto que precisa ser trabalhado é que [aqui] deixe de ser a paróquia casamenteira e passe a ser a paróquia promotora da família”.”




Nossa Senhora Modestíssima, rogai por nós e pelos nossos sacerdotes!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Elegância, classe e valores morais

Por Sheila Morataya (www.mujernueva.org)
Traduzido e adaptado por mim

Podemos nascer já elegantes, mas também podemos aprender a ser elegantes. Tudo começa com uma decisão interna.

A verdadeira elegância surge do teu interior de mulher; e é aquela que expressa o modo como te vês, como te percebes, como te avalias. Exactamente como te sentes, assim te projectas. Hoje em dia, não podemos negar que a nossa apresentação pessoal nos pode abrir portas ou fechá-las. Mas não é tudo. Vemos como há mulheres que impressionam pela sua imagem, mas que, quando chega o momento de conversar com elas, ou pôr à prova as suas capacidades profissionais, deixam muito a desejar. Assim sendo, como deve ser a nossa imagem? A imagem que dês de ti aos outros deve ser autêntica.

Quero dizer com isto que, o que quer que uses, a forma como te maquies, o estilo que escolhas para o teu cabelo deve revelar ou acentuar o melhor de ti mesma e da tua personalidade. De outro modo, o resultado dos teus cuidados pessoais seria algo de muito frívolo e falso.

Em projecção de imagem, é muito importante que eu continue a ser eu mesma e não uma caricatura ou alguém que na realidade não sou eu. É por isso mesmo que, quando vais tratar da tua imagem e da tua apresentação pessoal, deves perguntar-te sobretudo: este penteado afirma que esta sou eu? Este vestuário prolonga a beleza do meu carácter? Esta maquilhagem complementa a minha beleza interior? Ou globalmente: sinto-me eu mesma?

A imagem que projectes de ti deve incluir a boa educação, a etiqueta, a classe

De nada serve ver uma mulher vestida à última moda, com maquilhagem e cabelo impecáveis, se quando tem de relacionar-se com os outros horroriza pelas suas atitudes pessoais. A boa educação, o que é próprio da alma feminina, é o que faz com que uma mulher seja ou não elegante. O modo como cumprimentas, te sentas, andas e falas… Isto comunica muito de ti aos outros. Portanto, tem cuidado com a forma como te expressas, sobretudo se és uma profissional com pouca experiência ou alguém à procura do primeiro emprego.

Além do teu talento profissional, contam as tuas habilidades em relações humanas, já que as relações humanas são a essência da consideração e do respeito que os outros merecem.

A nossa imagem deve projectar os nossos valores pessoais

Nunca esquecer: tu estás a mostrar uma pintura de ti mesma. És o teu próprio retrato. Quando um pintor tem em mente uma obra nova, pensa em tudo; e o resultado da sua obra é a própria expressão da sua alma. Assim sendo, o conjunto total da tua pessoa à hora de te vestires, deve ser o resultado e a projecção dos teus valores pessoais e das tuas metas como mulher e profissional.

Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és, diz um antigo provérbio. Diz-me como te vestes e dir-te-ei onde queres chegar e o quanto te respeitas, acrescento. Pensa muito bem nisto: Por que é que uma mulher que tem aspirações políticas é muito cuidadosa com a sua aparência? Por que é que quando vamos a uma entrevista num banco ou num estabelecimento de ensino temos maior cuidado e levamos uma saia mais comprida? Por que é que, apesar do culto que se dá hoje ao corpo, continua a existir uma moda clássica e conservadora? Por que será, finalmente, que, muitas vezes, ao reflectirmos sobre tudo isto, nos parece tudo um pouco antiquado?

Vivemos numa época em que se não fazes parte da massa dominante, és diferente; e a sociedade rejeita e marginaliza todos aqueles que se atrevem a ser diferentes. Por isso mesmo, é muito importante saberes que, quando tiveres que ir à procura do teu próprio estilo pessoal, deves analisar muito bem que a tua imagem tem de ser autêntica, que a classe e a etiqueta são muito importantes e, sobretudo, que não se pode ser elegante se não estiverem presentes os valores pessoais.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Elegância, moda e sentido crítico

A elegância não se pode explicar. Como a beleza, só se pode mostrar. Não é codificável. Não se pode elaborar um «calhamaço» a que se queira recorrer em caso de dúvida; a pessoa elegante encontra em si própria o modo de vestir-se e de comportar-se.

É, não obstante, um pequeno código de conduta pessoal que se alimenta da experiência, da memória, da tradição pessoal; é algo que se nutre a partir da percepção interior do belo, a partir do costume pessoal do gosto pelo belo. Trata-se, pois, de um pequeno código de conduta que, a cada dia que passa e com a devida medida, se vai renovando.

Não é elegante aquele que se veste sempre do mesmo modo, repete sempre os mesmos gestos e se comporta sempre da mesma forma, independentemente das circunstâncias. É-o verdadeiramente quem, na presença de novas circunstâncias, sabe encontrar um novo modo de comportar-se; aquele que se renova, que se adapta a situações novas. A elegância move-se, então, entre o ritmo tradicional e as exigências que resultam da novidade.

A elegância no vestir tem como pressuposto basilar que o traje escolhido corresponda à idade, personalidade e características físicas de quem o leva e, além disso, se encontre em harmonia com o lugar e a circunstância específica em que está a pessoa que o leva. A elegância preocupa-se, também, com os mais mínimos e, à primeira vista insignificantes, detalhes; é a síntese de poucos e pequenos elementos: uma jóia, um sinto, um par de sapatos, uma mala, um penteado, etc.

Estar na moda nem sempre é sinónimo de se ser elegante. Muito frequentemente, a moda é um factor de… falta de elegância, se não é filtrada pelos critérios estéticos pessoais: um depósito de moda que consiste na própria essência, a forma de apresentar-se, agir, mover-se e vestir-se, que criaram em cada um o seu próprio estilo pessoal.

Se aquilo que está na moda é por si mesmo elegante, mesmo quem não partilha esse estilo, corre poucos perigos ao aderir a essa moda; mas se a moda, por si própria, não reflecte a necessária elegância que deveria reflectir, é muito fácil cair-se na vulgaridade.