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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Arquidiocese do Rio pela Vida

 

Na próxima terça-feira, 10 de abril, à noite, todas as paróquias e capelas da Arquidiocese do Rio de Janeiro estarão unidas em oração pela defesa da vida dos bebês portadores de anencefalia. A Vigília pela Vida, conforme convocação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) — à qual o Arcebispo Metropolitano, Dom Orani João Tempesta, aderiu —, na Cidade Maravilhosa, contará com o roteiro “Rezando pela Vida” para uma Hora Santa.

Participe também do tuitaço #afavordavida #BrasilSemAborto Terça 18h.

A Vigília pela Vida acontecerá na véspera da data marcada para que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise em plenário a ação que pede a descriminalização do aborto de anencéfalos - casos em que o feto tem má formação no cérebro. Até então somente as decisões judiciais obtidas caso a caso têm validade. No entanto, se o STF definir esse tipo de aborto como constitucional poderá estar abrindo precedente para a descriminalização de outras formas de aborto, como as que já foram propostas em projeto que tramita no Congresso Nacional.

— Mesmo que seja breve, todos têm direito à vida, e por isso ela deve ser acolhida como dom e compromisso. Nós, que acreditamos em Cristo, não podemos permitir que a legislação abra caminhos para que a vida seja desvalorizada em nosso país, afirmou Dom Orani.

Para o Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio e presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, o julgamento da constitucionalidade do aborto de anencéfalos não diz respeito somente aos que creem em Deus:

— Isso não é uma questão religiosa. Isso é, sobretudo, uma questão de cidadania, de defender os mais frágeis em qualquer sociedade, ressaltou.

— O Arcebispo do Rio — que presidirá a Vigília pela Vida, às 22h desta terça-feira, 10 de abril, na Capela do Edifício João Paulo II, na Glória, com transmissão pela Rádio Catedral FM 106,7 — se preocupa com o futuro de uma sociedade que não valorize a vida incondicionalmente.

— Decisões mal-tomadas hoje vão refletir no futuro da humanidade. Que tipo de humanidade nós estamos construindo? Que tipo de valor nós damos ao ser humano? Que tipo de valor damos à vida? – questionou Dom Orani.

Maioria dos brasileiros é contra legalização do aborto

Ao julgar a constitucionalidade do aborto de anencéfalos, o STF deverá estar ciente de que, segundo pesquisa do Instituto Vox Populi de 2010, a maioria dos brasileiros continua sendo contraria à legalização do aborto. Os dados revelaram que 82% dos entrevistados são contra mudanças na normativa jurídica que regulamente o tema. Dentre as 2.200 pessoas que foram questionadas sobre o assunto, 1.760 disseram acreditar que a legislação não deve ser alterada. Apenas 14% são favoráveis à descriminalização da prática, enquanto 4% não possuem opinião formada ou não quiseram responder à pergunta.

Muitos grupos religiosos e entidades ligadas à defesa da vida têm se posicionado com veemência contra a constitucionalidade do aborto, se dirigindo via correio, e-mail e fax aos ministros do STF, com textos claros e questionadores, como o trecho que segue, encaminhado pela Associação Nacional Mulheres pela Vida:
“Em hipótese alguma queremos que o nosso país se transforme numa sociedade fria e cínica onde os deficientes de qualquer natureza sofram odiosa e injusta discriminação. O que queremos é justamente o contrário. Será que foi em vão que os nossos pracinhas lutaram na II Guerra Mundial para derrotar o nazismo, para que agora, setenta anos depois, imitemos as práticas cruéis e discriminatórias deste sistema desumano? Que precedente estaria Vossa Excelência abrindo autorizando o aborto de crianças anencéfalas? Quais seriam os próximos deficientes discriminados? Os portadores de síndrome de Down? Os deficientes visuais? Que mensagem estaremos passando aos numerosos deficientes deste país? Que não os admitimos no banquete da vida? Que apenas os suportamos por já estarem nascidos?”

Entenda mais sobre a ação

Foi a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) que iniciou a ação em 2004, sob a alegação de que a criminalização do aborto de anencéfalos ofende a dignidade da mãe, que também corre risco de morrer com a gravidez. No entanto, a Igreja Católica, outros segmentos religiosos e entidades em defesa da vida, lutam para que se respeite o direito de nascer e para que a mulher não sofra consequências pela prática do aborto.

A CNBB, por ocasião do primeiro julgamento do caso, em agosto de 2008, publicou uma nota que explicita a posição da Igreja.

“A vida deve ser acolhida como dom e compromisso, mesmo que seu percurso natural seja, presumivelmente, breve. (...)Todos têm direito à vida. Nenhuma legislação jamais poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito. Portanto, diante da ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não se pode aceitar exceções. Os fetos anencefálicos não são descartáveis. O aborto de feto com anencefalia é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso. A Igreja, seguindo a lei natural e fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo, que veio “para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), insistentemente, pede, que a vida seja respeitada e que se promovam políticas públicas voltadas para a eficaz prevenção dos males relativos à anencefalia e se dê o devido apoio às famílias que convivem com esta realidade”.


— Não existe uma sociedade justa, onde as pessoas se sintam bem e seguras, se o direito à vida não for respeitado, alertou Dom Antonio Augusto.

Baixe o roteiro “Rezando pela Vida” para a Hora Santa da Vigília e partcipe em sua comunidade: Rezando pela vida (1).doc

@ARQRIO  - Participe também do tuitaço #afavordavida #BrasilSemAborto Terça 18h.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ben Carson e a Educação dos Filhos

 

Publicado originalmente em  A Sorrir

Dr Ben Carson

Minha crença começou quando eu era apenas um garoto.  Eu sonhava tornar-me um médico.  Minha mãe era empregada doméstica.  No seu trabalho ela observou que pessoas bem-sucedidas gastavam mais tempo lendo do que vendo televisão.  Ela avisou a meu irmão e a mim que, durante a semana, só poderíamos assistir 2 a 3 programas de TV pre-selecionados.

Com nosso tempo livre, tínhamos que ler 2 livros, cada um de nós, emprestados na Biblioteca Pública de Detroit.  Depois deveríamos entregar, por escrito, relatórios sobre esses livros.  Ela marcava os textos, sublinhando e destacando. Anos depois, percebemos que essas marcações eram um recurso que usava para nos estimular na leitura.  Minha mãe era analfabeta; ela só pôde estudar até a terceira série.

Embora não tivéssemos dinheiro, entre as capas daqueles livros, eu podia ir a qualquer lugar, fazer qualquer coisa e ser qualquer um.  Quando entrei para o ensino médio, eu era um aluno nota dez, mas não por muito tempo.  Eu queria roupas da moda.  Eu queria sair com os caras.  Deixei de ser um estudante excelente e me tornei medíocre, mas eu não me importava.  Eu estava enturmado, eu era legal.

Uma noite minha mãe chegou em casa de seus múltiplos trabalhos e eu reclamei que não tinha suficientes camisetas italianas.  Ela disse: "Tudo bem, eu te dou todo o dinheiro que ganhar esta semana esfregando o chão e lavando banheiros.  Você compra comida e paga as contas.  Com o dinheiro que sobrar, você pode comprar quantas camisas italianas quiser."

Fiquei muito satisfeito com esse acordo, mas, depois que eu dividi o dinheiro, não sobrou nada.  Percebi que minha mãe era um gênio financeiro por ser capaz de manter um teto sobre nossa cabeça, botar alguma comida na mesa e, além disso, conseguir comprar roupas.

Também percebi que gratificação imediata não ia me levar a lugar algum.  Sucesso requer preparação intelectual.  Voltei aos meus estudos e me tornei um aluno nota dez de novo e, eventualmente, realizei meu desejo e me tornei médico.

Através dos anos, a firmeza da fé que minha mãe tinha em Deus me inspirou, particularmente quando eu tinha que realizar cirurgias extremamente difíceis ou quando eu mesmo temi pela minha saúde.

Alguns anos atrás descobri que estava com uma forma agressiva de câncer da próstata,  Disseram-me que podia ter se espalhado pela coluna.  Minha mãe ficou firme em sua fé em Deus.  Nunca se atormentou.  Ela disse que Deus ainda tinha planos para mim, não havia possibilidade de que isso fosse um problema mais grave.  A anormalidade na minha espinha dorsal revelou-se benigna.  Fui operado e estou curado.

Minha história, na verdade, é a história de minha mãe - uma mulher com pouca educação formal ou bens materiais - que usou sua posição materna para mudar a vida de muitas pessoas em todo o mundo.  Não há trabalho mais importante do que a educação dos filhos.  Nisto eu acredito.

O dr. Benjamin Carson é diretor de neurocirurgia pediátrica no Centro de Crianças do Hospital John Hopkins.  Sua especialidade inclui separar gêmeos siameses e fazer cirurgia no cérebro para controlar acessos.  A fundação de bolsas criada por Carson ajudou 1.700 alunos durante o curso na universidade.  Sua mãe está aposentada e vive com Carson e sua família.

(tradução de uma entrevista do dr. Benjamin para a radioNPR, em 10 de Outubro de 2005)

sábado, 6 de agosto de 2011

Rezando por ele…

 

O que você acha de nos unirmos em uma campanha de 54 dias de oração por nossos maridos, presentes ou futuros, começando no domingo 14/08?

As mulheres casadas já devem estar familiarizadas com a idéia de rezar pelo bem-estar do marido, físico e espiritual, mas… e as solteiras? Já pensaram em rezar pelo seu futuro marido?

Para aquelas que não conhecem a campanha, funciona assim: três novenas em petição (27 dias) e três em ação de graças (27 dias), totalizando 54 dias. A oração é o terço, ou seja, reza-se um terço por dia, por 27 dias, na intenção, e então um terço por dia, por 27 dias, em agradecimento, mesmo que não se tenha notado qualquer resposta visível.

É um tremendo compromisso, mas uma linda novena, e todas as solteiros que já a experimentaram relataram que receberam muitas graças por seu intermédio.

Recomendo vivamente. Rezar é uma das melhores coisas que podemos fazer por nossos maridos, estando eles conosco ou ainda estando por vir.

sábado, 11 de junho de 2011

Os Medos de uma Mãe no Mundo de Hoje

 

Está muito difícil ler as notícias esses dias. Bebês abandonados em lixeiras, em dias frios, jogados na água para morrer, agredidos por quem deveria cuidar deles… Idosos agredidos por seus filhos, netos, sobrinhos… é difícil não se emocionar com as histórias que lemos. Fico imaginando a estrutura que precisa ter um policial, um promotor, um defensor, um juiz da infância, do idoso, uma assistente social, um médico, enfim, os profissionais que lidam com isso em seu dia-a-dia…

Crimes chocantes e violência sempre existiram, mas, de alguma forma, as crianças e idosos eram poupados, por não poderem se defender… mas de uns tempos para cá a covardia passou a ser generalizada… é o ser humano indo ladeira abaixo…

O que mesmo nos separa dos animais? Já que estamos sempre lutando pelo “direito” de satisfazer nossos instintos e desejos, “dando uma banana” para o que é certo, para a responsabilidade? Tô a fim de sexo, vou ali e “dou umazinha”, seja com quem for, homem ou mulher, ou “me resolvo” com um vibrador. Tô entediado?  Fumo um e fico de boa. Não tô a fim de ser mãe, aborto. EU, EU, EU.

Os outros não existem, ou existem somente na medida em que nos são úteis… me fechou no trânsito, merece morrer, se furou fila na minha frente, merece morrer, roubou meu namorado, merece morrer,  se discorda de mim, merece morrer. Discussões bobas acabam em morte.

Isso tudo só tem um motivo: a desagregação da família. É no seio da família que se aprende a obedecer, a esperar sua vez, a respeitar a diferença, a cuidar uns dos outros…  sem essa ambientação, o individualismo exacerbado vai fazendo mais vítimas.

A sensação de impotência diante desse mundo é paralisante. Grávida do meu terceiro filho, tenho medo de vê-los sofrer… o que eu posso, sim, fazer, é rezar, e muito, por eles. Dizem que oração de mãe é forte. Eu tenho contado com isso.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Salvação é o Negócio mais IMPORTANTE e o mais Descuidado

Por Santo Afonso Maria de Ligório


Quam dabit homo commnitationem pro anima sua?
“Que dará o homem em troca da sua alma?”
(MT.16,26.)

   Coisa estranha! Ninguém quer passar por negligente nos negócios do mundo, e muito não tem pejo de descuidar no negócio da eternidade, o mais importante de todos. Muitos fazem até tudo para perderem a alma, e a maior parte dos cristãos vivem como se as verdades eternas fossem outras tantas fábulas. Nós ao menos não sejamos tão insensatos e pensemos seriamente de que nada nos serviria ganharmos o mundo inteiro, se depois viéssemos a perder a nossa alma.

Perdida alma, está tudo perdido, e para sempre!

A salvação eterna é certamente o negócio que, sobre todos os outros, mais nos interessa, porque dele depende a nossa eterna felicidade ou desgraça. Todavia é deste negócio que os cristãos menos se ocupam.
Não se poupa nenhum cuidado, nem se perde nenhum momento, para chegar a tal dignidade, ganhar tal demanda, concluir tal negócio; que de conselhos então, que de providenciais! Não se come, não se dorme. Mas depois, que se faz para assegurar a salvação eterna? Como é que se vive? Não se faz nada, ou, para melhor dizer, faz-se tudo para a perder, e a maior parte dos cristãos vive como se a morte, o juízo, o inferno, o céu e a eternidade não fossem verdades da Fé, mas sim fábulas inventadas pelos poetas.
Que mágoa não sentimos quando se perde uma demanda, uma colheita! Quantos cuidados para reparar o prejuízo! Quando se perde um cavalo, um cão, quantas diligências para os reaver! Perdemos a graça de Deus, e dormimos e gracejamos e rimos! – Coisa estranha! Cada um tem pejo de passar por negligente nos negócios do mundo; e são inúmeros os que não têm pejo de se descuidar do negócio da salvação, o mais importante de todos! Confessam que os Santos foram verdadeiros sábios, porque só trabalharam para se salvarem, e eles mesmos ocupam-se de todas as coisas do mundo com exceção da sua própria alma!
Mas vós, diz são Paulo, ao menos vós, meus irmãos, aplicai-vos ao grande negócio da vossa salvação eterna, que é o negócio que mais vos interessa: Rogamus vos, ut vestrum negotium agatis. “Por quanto”, exclama Jesus Cristo, “de que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma? ou que dará o homem em troca de sua alma? ” Perdida a alma está tudo perdido, e perdido para sempre.
Persuadamo-nos de que a salvação eterna é para nós o negócio mais importante, por ser irreparável se não o realizarmos. Portanto, afim de o levarmos a feliz êxito, não receiemos trabalhos nem fadigas. “O reino eterno”, diz são Bernardo, “não se dá aos preguiçosos, mas aos que se houverem valorosamente no serviço de Jesus Cristo. ”

Oração:

Ah! meu Deus, graças Vos dou por me achar ainda aqui aos vossos pés   não no inferno, tantas vezes por  mim merecido. Mas de que me serviria a vida que me concedeis, se eu continuasse a viver privado da vossa graça? Nunca mais isto me suceda! Virei-Vos as costas e Vos perdi, ó meu supremo Bem. Arrependo-me de todo o coração e antes tivesse morrido mil vezes! Eu Vos perdi; mas o Profeta me diz que sois todo bondade e Vos deixais achar pela alma que Vos busca: Bonus est Dominus animae quarenti illum . Se no passado tenho fugido de Vós, ó, Rei de meu coração, agora Vos busco e só a Vós quero buscar. Amo- Vos, † Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas, com todo o afeto da minha alma. Aceitai-me e não desprezeis o amor de um coração que algum tempo Vos desprezou. Doce me facere voluntatem tuam – “Ensinai-me a fazer a vossa vontade.” Dizei-me o que devo fazer para vos agradar; quero fazer tudo que desejardes. Meus Jesus, salvai a minha alma, pela qual destes o sangue e a  vida; daí-me a graça de Vos amar sempre nesta vida e na outra. Espero tudo pelos vossos merecimentos. Confio também em vossa intercessão, ó grande Mãe de Deus e minha Mãe, Maria Santíssima.

Amém.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dia de São João Bosco

DEVOÇÃO DAS TRÊS AVE-MARIAS
Propagai esta devoção, pois, "quem salva uma alma, tem a sua salva." (S. Agostinho)

   S. Afonso de Ligório recomendou com insistência a devoção das TRÊS AVE-MARIAS; S. Leonardo de Porto Maurício pregou com fervor esta devoção, dizendo: "Oh! que santa prática de piedade! - É este um meio mui eficaz para assegurar a vossa salvação." E, por sua vez, o venerável servo de Deus, Luiz Maria Baudoin escreveu: "Rezai cada dia as TRÊS AVE-MARIAS; se sois fiéis em pagar a Maria este tributo, prometo-vos o Paraíso."































   







   
   Dizia Jesus: "Que aproveita ao homem ganhar todo o mundo se vem a perder a sua alma?..." E essas palavras repetiu reiteradamente S. Inácio, recordando que, de todos os negócios, o mais importante é o negócio da salvação.
  Quereis salvar-vos?... Sede devotos da Virgem Maria, porque sem a Sua mediação junto de Jesus, ninguém se salva. Pedi-lhe o Seu amparo, rezando todos os dias as TRÊS AVE-MARIAS, cuja breve e simples devoção revelou a mesma Mãe de Deus a Santa Matilde e deu a conhecer Santa Gertrudes, mostrando que sempre que os cristãos rezam as TRÊS AVE-MARIAS em honra dos privilégios que recebeu da Santíssima Trindade (o poder que lhe outorgou Deus-Pai, a sabedoria que lhe comunicou Deus-Filho, e a misericórdia com que a enriqueceu Deus Espírito Santo), outras tantas vezes, o poder, a sabedoria e o amor desbordam do Seu Imaculado Coração e vão inundar as almas dos que, desta maneira, a honram e invocam, os quais terão a Sua proteção durante a vida e a Sua especial assistência na hora da morte.


PRÁTICA PELA MANHÃ E À NOITE
REZAR ASSIM:

1º Maria, minha Mãe, Livrai-me de morrer em pecado mortal! Pelo Poder que vos concedeu o Pai Eterno.

Ave-Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

2º Pela Sabedoria que vos concedeu o Filho.
Ave-Maria...

3º Pelo Amor que vos concedeu o Espírito Santo.
Ave-Maria...
(Indulgência parcial)

Com licença eclesiástica. - Madrid, 11-2-957 - OFFO, S.L.

Livros Católicos para Download

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Como fazer silêncio

Acabei de ler essa frase atribuída a La Fontaine, “Pessoas que não fazem barulho são perigosas”!

O que pensar disso? Como assim perigosas?

Em seu livro “For the Brotherhood of Man”, que em português recebeu o título “Madre Teresa de Calcutá: Missionária da Caridade” , Madre Teresa de Calcutá diz, “Deus é amigo do silêncio.

Silêncio x barulho. Nessa briga, acho o silêncio sai perdendo. É só perguntar para alguém que assistiu algum jogo da copa do mundo na Africa do Sul; se alguém não sabia o nome daquela corneta infernal, agora sabe. 

A vida cotidiana nesse nosso tempo atual não é favorável ao silêncio. Quanto mais reflito sobre isso, mais tenho a sensação de que silêncio parece ser sinônimo de solidão ou sinal de que não se está vivo.

Já reparou o que acontece no trânsito? O motorista do carro da frente não se mexe quando o sinal (farol) diz que é para seguir, o que a pessoas fazem? Buzinam sem esperar nem um segundinho que seja. É um “ei, acorda, vê se se mexe!”, ou um “ei, sai da frente que eu quero passar!”.

Mas não pára por aí. Observe na rua, quantas pessoas falam ao celular, quantas estão digitando mensagens em suas geringonças eletrônicas, quantas estão com fones de ouvido. Eu mesma sou vítima dessa moda. Mas me pego pensando como será que era no passado (não muito distante) quando nada disso existia? O que faziam as pessoas no ônibus, no metrô, na rua, na fila? Será que conversavam com a pessoa mais próxima, ou ficavam a sós com os seus próprios pensamentos?

Mas a coisa não é só lá fora não. Imagine o cenário: em casa a mãe diz para o pai... Joãozinho está muito quieto, vai lá ver porque com certeza ele está aprontando alguma arte. Talvez você não precise imaginar, talvez você esteja rindo agora porque se lembrou que isso já aconteceu com você. Se bem que ultimamente, o silêncio do Joãozinho não existe mais, foi substituído pelo PS3, Wii e sei lá qual mais novidade... já não consigo mais acompanhar.

Pessoas que não fazem barulho são perigosas”, ou no caso do Joãozinho, estão a fazer “arte”.

Mas nos diz Madre Teresa que Deus é amigo do silêncio. “Se quisermos rezar de verdade, precisamos primeiro aprender a ouvir, pois é no silêncio que o coração de Deus nos fala.”, continua ela.

Queremos rezar, mas por circunstâncias da vida perdemos muito tempo nos deslocando de um lugar para o outro. Solução, a internet está cheia de podcasts que podem ser colocados no iPod com a oração do Terço, a Liturgia das Horas, o Evangelho do Dia. E Madre Teresa vem nos dizer para ficarmos quietos. O que fazer? Como aprender a fazer silêncio? Como é que se faz silêncio?

Precisamos de prática, porque quando desligamos o rádio, a televisão, o celular, tiramos o telefone da tomada, desligamos a campainha, o interfone, o iPod e estamos sózinhas “em silêncio”, o que acontece? A mente da gente começa a fazer barulho. Já reparou no falatório que acontece na cabeça da gente assim que estamos a sós com nós mesmos? Bem, a não ser que você seja uma monja contemplativa, ou tenha experiência nessa área.

Quem não se enquadra nessa categoria, como eu, precisa de prática. Praticar é preciso. Como é isso? Penso que temos que proporcionar o espaço, o lugar, o tempo e a nos fazermos presentes. Isso tem que ser uma escolha consciente, um ato da vontade. Não adianta ficar rezando pedindo para Deus te proporcionar ocasiões de silêncio se você não der o primeiro passo. Toda caminhada começa com um pé na frente do outro. Mas e na rua, no ônibus, no metrô, na fila do banco, será possível fazer silêncio ali, ou é melhor ouvir o iPod? Não tenho resposta.

Pessoas que não fazem barulho são perigosas”! Não sei o que La Fontaine quis dizer com isso; mas esse silêncio do qual Deus é amigo, esse sim pode fazer de nós pessoas perigosas; perigosas contra o pecado. Eu não sei de você, mas eu quero ser uma mulher perigosa! E você?

Termino com a transcrição de um trecho do livro O Silêncio de Maria de Inácio Larrañaga.
“O silêncio parou e se encarnou em Maria, juntamente com o Verbo. Nesses nove meses, a Mãe não precisou rezar, se por rezar se entende vocalizar sentimentos ou conceitos. Nunca a comunicação é tão profunda como quando não se diz nada e nunca o silêncio é tão eloquente como quando nada se comunica.

Aqui, durante esses nove meses tudo se paralisou. e “em” Maria e “com” Maria tudo se identificou: o Tempo, o Espaço, a Eternidade, a Palavra, a Música, o Silêncio, a Mãe, Deus. Tudo foi assumido e divinizado. O VERBO SE FEZ CARNE.”