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segunda-feira, 18 de março de 2013

Mulher: respeito e dignidade

"Algumas datas festivas não me agradam pela mercantilização, pelos presentes excessivos, diversão sem emoção e abraço sem afeto. Quem dá bola para professor, mãe e pai quando há a praia, a balada, bastante bebida? Repito, para não ser mal interpretada, que não é a maioria que age assim, mas cada vez mais sentimos nos ares o aroma da grana fluindo: haja propaganda! Bem antes da Páscoa, coelhos já pululam nas cidades e papais noéis apontam suas belas barbas meses antes do Natal. Mal terminada a temporada de caça a compradores do Dia das Mães, começará a do Dia dos Namorados. Sou contra? Sou muito a favor da troca de carinho, gentileza, pequenas lembranças, de curtir o dia e as pessoas. Sou da banda da vida, dos afetos, da alegria.
 
No Dia da Mulher celebra-se a dita liberdade? Nela eu não creio. O que aconteceu com as mulheres nestas décadas foi saírem do jugo do pai, irmãos, marido, até filhos, e começarem a se enxergar, sentir e agir como pessoas. Podem estudar, morar sozinhas, casar com quem quiserem ou não casar, ter filho ou não, dirigir empresas ou ônibus, pilotar aviões, fazer doutorados, brilhar nas ciências ou finanças, enfim: somos gente. Há muito que fazer, um longo caminho a percorrer. Altas executivas ainda são olhadas com desconfiança e às vezes lidam com condições desfavoráveis, culpas atávicas, falta de estrutura da sociedade para aliar profissão a vida pessoal, sobretudo a maternidade. Ainda há quem ganhe menos que homem na mesma função. Ainda há quem tenha de “caprichar dobrado”. Mas as coisas vão se resolvendo na medida em que nos fazemos respeitar.

É aí que quero chegar: mais do que direitos e liberdade, falar em dignidade e respeito. Minha querida Lygia Fagundes Telles, grande escritora brasileira, já disse que muitas vezes aparecemos “feito pedaços de carne em gancho de açougue antigo”. A mulher despida cada vez mais é objeto de propagandas. Vender automóvel? Mulher de biquíni. Vender comida? Mulher de biquíni. Vender qualquer produto? Mulher meio pelada. Mulher fazendo trejeitos ditos sensuais, caras e bocas, exibindo plásticas nem sempre naturais. Já escrevi que quanto mais falamos em natureza mais distantes dela estamos. Propagandas em que mulheres fazem o marido passar por idiota: ele é preguiçoso demais, mas meu intestino já não é. O inseticida funciona, meu marido dorme no sofá de boca entreaberta…

Se a propaganda em geral nos usa desse jeito, raramente favorável, é de pensar em que medida nós contribuímos para isso. O sonho de muitas meninas é ser um dia a mulher-maçã, a mulher-melancia, a mulher-melão, ter aqueles assustadores peitos falsos e imensos, aquele traseiro deformado, aquela musculatura de levantador de peso. O ideal de algumas é estar no Big Brother com outros debaixo de um sugestivo edredom. Os homens não nos respeitam, dizemos. É preciso fazer-se tratar como parceira, não como gueixa desejosa de cartões de crédito polpudos ou homéricas cantadas, muito menos acrobacias sexuais que pouco têm a ver com sexo verdadeiro. Acrescento que andamos iludidas com uma avassaladora onda de mitos sobre sexualidade, sensualidade, beleza, resultando em corpos e rostos por vezes deformados, e almas aflitas. Somos bombardeadas por mentiras sobre transas épicas e mil delírios, rapidinho aqui, depressa ali, vendo receitas bizarras sobre segurar seu homem, a literatura dita pornô soft impressionando milhões pelo mundo afora; por toda parte, muito mais ansiedade do que prazer.

Aqui e ali, meninas precocemente sexualizadas, maquiadas e requebrando inseguras em incongruentes sapatos de salto… jogos de fundo sexual entre pré-adolescentes em festinhas sem a presença de adultos… adolescentes praticamente coagidas a experimentar intimidades que mal entendem… Nisso talvez valesse a pena pensar, rever, quem sabe transformar, na data que nos é dedicada: expor menos carne e cultivar mais sentimentos, pensamentos, valores. Mas talvez eu pareça um fantasma ancestral falando um idioma estranho.

(Lya Luft é escritora. Artigo extraído da revista Veja [ http://www.veja.com.br ], 13.3.2013, página 24)

sábado, 2 de junho de 2012

O Zelo da Tua Casa me Devora

 

 

CONTRA A MARCHA OCORRIDA NO DIA 26 DE MAIO

       Há uma semana, dia 26 de maio, aconteceu no Rio de Janeiro a “Marcha das Vadias”. Muito se comentou sobre o assunto e pouco se expôs sobre uma parte muito importante da verdade ocorrida no atentado contra a nossa Igreja.

       Às 16h, um grupo de 300 mulheres invadiu a Missa das Crianças da Igreja Nossa Senhora de Copacabana, durante a Homilia. Uma dessas manifestantes estava seminua e gritava palavrões na frente dos fiéis, sendo necessário ao Padre celebrante chamar a polícia e esconder as crianças na sacristia para que não presenciassem mais aquela cena. Os pais foram tentar  impedir a entrada das manifestantes no templo, para que este não fosse destruído, pois na fúria das “vadias” havia energia e pedras de sobra para tal feito. A polícia, para conseguir dominá-las, precisou utilizar spray de pimenta.

       Um movimento que se esconde sobre a máscara – pois há muita sujeira debaixo dos panos - de ser “contra a violência à mulher” invade uma Igreja? Perturba a Missa das Crianças gritando palavrões em alto e bom som? Viola a Constituição Federal, num ato criminoso previsto no art. 5, inciso VI? Que movimento é este?

      As crianças, que participaram da Missa e que deveriam estar hoje, às 16h, na Igreja, estão traumatizadas. São pequeninos que não entendem porque, do nada, surgem pessoas e profanam o lugar sagrado em que você se encontra. Anjinhos que se envolvem em coroações a Nossa Senhora, que estão iniciando a sua caminhada nas catequeses. Alguém pensou neles? Um movimento tem este direito?

      Tudo o que foi falado sobre esta marcha (que acontecia simultaneamente em outros estados), além do feminismo e da cristofobia evidentes e da invasão (a pior parte), abre uma grande brecha para que estas mulheres sejam punidas judicialmente. Mas, infelizmente, esta parte não cabe a nós. Podemos e devemos denunciar e fazer a nossa parte, mas precisamos entender que “não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares”. (Ef 6,12)

       Realizar isto nos permite entrar em combate espiritual, que move o coração do Senhor e permite que muito seja alcançado e modificado. A Igreja é Mãe, e, como filhos e combatentes, é nosso dever olhar para “as cananeias sem fé” que aparecem por aí. Com um pouquinho de fé, estas mulheres podem voltar à casa do Pai e lutar ao nosso lado, quem sabe?

       Esta marcha foi um ato profano, intolerante e contra todo o respeito ao sagrado, mas a Igreja sente por essas mulheres um profundo amor e compaixão e as convida a se reconciliar com a sua alma feminina, voltar para o projeto de Deus em suas vidas e sair desta atitude de revolta que não somente as destrói, mas as nossas famílias também. 

       Fica o convite, mas também o alerta, de que não vamos parar de lutar e defender a casa de Nosso Pai: É que o zelo de vossa casa me consumiu, e os insultos dos que vos ultrajam caíram sobre mim.” Sl 68, 10 (Cf Jo 2, 17)

Autora: Alexandra Gurgel

Jornalista em formação pela PUC - Rio

Email: alexandragurgel@gmail.com

Twitter: @Alexandragurgel

Facebook: /alexandragurgel

sexta-feira, 18 de maio de 2012

#naopisenaminhafemelissa

 

naopisenaminhafemelissa

 

O mal desse país é a falta de empatia. Empatia é o “colocar-se no lugar do outro”. Sim, porque só mesmo quem não consegue compreender o que sentem os católicos ao verem seus símbolos e imagens sagradas serem utilizadas de modo profano, para servir de cenário para uma modelo em poses sensuais vender sandália, pode achar bonita e normal essa campanha, que se chama “plastic dreams” e tem Alessandra Ambrosio como estrela.

Se você entrou aqui, viu isso e achou que não tem nada de mais, que estamos fazendo tempestade em copo d´água, veja bem: você tem esse direito, à sua opinião. Tem direito de achar ridículo – há quem ache que ridículo é usar sandália de plástico! – mas nem você nem a agência publicitária e nem a Melissa têm o direito a vilipendiar a minha fé, os objetos de culto e de veneração católica.

A campanha é composta de várias peças, não somente esta acima, mas não postarei os links para não dar o que eles querem de mão beijada: “ibope”.

Melissa era uma marca querida para mim, com lembranças da minha infância, mas depois dessa, não comprarei mais qualquer produto da marca, e incentivarei minhas amigas e meus contatos virtuais a também abrirem mão da marca, pois ela não respeita suas clientes católicas.

Denunciei ao CONAR e também nas mídias sociais com o mote (hashtag) abaixo:

#naopisenaminhafemelissa

Mulher Católica, você também é chamada a se manifestar ! Não deixe ninguém pisar na sua fé!